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IBEC SE TORNA POLO DA UNIFACS LAUREATE

O Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Tecnologia- IBEC, ampliando e fortalecendo ações na área educacional, assinou contrato e se tornou Polo EAD da UNFACS/LAUREATE em Ilhéus.

Considerado o maior grupo educacional do mundo, com mais de 80 instituições de ensino superior presente em 29 países, a norte-americana LAUREATE adquiriu no Brasil a Universidade Salvador – UNIFACS, Universidade Anhembi Morumbi, Universidade Potiguar –UnP, a UNINORTE em Manaus e o complexo educacional FMU.

Com objetivo de tornar-se referência em EAD no Brasil, a LAUREATE buscou instituições com experiência e credibilidade nos municípios para se tornarem seu Polo, oferendo cursos de Graduação e Pós-Graduação.

Os cursos do EAD UNFACS/LAUREATE representado pelo IBEC, são 100% on line com orientação de tutores e suporte dos Polos nas avaliações e acompanhamento.

 Para o Professor Reinaldo Soares, Diretor do IBEC, esta parceria consolida o Ibec como instituição antenada ás demandas do mercado e necessidades do consumidor que tem na Educação sua inserção social e crescimento profissional.

Ao tornar-se Polo do EAD UNFACS/LAUREATE, o Ibec oportuniza aos moradores de Ilhéus e região, cursarem o seu tão sonhado curso superior em Negócios Imobiliários, Administração, Ciências Contábeis, Letras, Pedagogia, Serviço Social, Gestão Hospitalar, Marketing e mais outros 10 cursos autorizados pelo MEC que fazem parte do portfólio.

 Mostrando que veio para ser líder, a LAUREATE contratou como garota propaganda a cantora Ivete Sangalo, que por meio de inserções em mídias nacionais, estará divulgando os cursos que tem mensalidades a partir de R$159,0.

As inscrições poderão ser feitas pelos sites ibecbr.com.br, eadlaureate.com. br ou visitar o Ibec na Rua Maria Quitéria, Centro de Ilhéus, na antiga fábrica do Café Polar. O telefone do contato é 3633-3205, WatsApp 98877-2914 e o horário de atendimento é das 14:00 ás 22:00.

BRASIL: Uma Nação dividida.

 

BRASIL DIVIDIDO

 

 

 

Vivemos no Brasil, um clima de divisão permanente, entre eles e nós, coxinhas e mortadelas.

Os brasileiros estão cada vez mais se dividindo e, nessa divisão estamos perdendo o sentido comum.

Não se discute se os coxinhas representam a direita e os mortadelas a esquerda. A discussão deve ser qual o Brasil que queremos? Que tipo de país desejamos?

Luta-se para mostrar quem começou a corrupção ou quem é mais ou menos corrupto.

A discussão para construir um país melhor é que a punição seja para todos, não importa que seja coxinha ou mortadela. Não importa que seja Eles ou Nós.

Ou estancamos a sangria da corrupção que o Brasil apresenta, ou perderemos esse momento histórico de remodelar os políticos e a forma de fazer política.

A dicotomia Direita X Esquerda nesse contexto está superada em torno dos corruptos e não corruptos.

O futuro do Brasil passa por uma mudança de postura. Essa mudança envolve desde o nascimento oficial do Brasil, quando lá em sua carta, Pero Vaz de Caminha encerra pedindo ao Rei de Portugal um emprego pra seu genro que estava nas índias.

Ai surge o Nepotismo no Brasil que permanece até hoje com suas variações de corrupção.

A Ética é relativizada quando nos afeta ou envolve quem é do nosso convívio. Na medida que relativizamos a Ética, estamos relativizando o que é certo e errado, o legal e o moral se confrontam e os príncípios são superados.

Ou pensemos o Brasil em uma perspectiva maior, de Nação, ou reduziremos a fetiches de coxinhas e mortadelas.

O combate a corrupção envolve a punição de corruptos e corruptores. Envolve mudança de hábitos e posturas. Envolve mudança cultural. Começemos e lutemos por isso.

OS DONOS DO PODER

O livro hoje recomendado, foi publicado em 1958 pelo advogado gaúcho Raymundo Faoro. Os Donos do Poder: Formação do Patronato Brasileiro, é um livro clássico para entender como funciona as estruturas de poder no Brasil, uma vez, que prevalece o poder de uma minoria dominante, que nem sempre consegue representar a maioria.

Dois conceitos são destacados em os Donos do Poder: Estamento burocrático e patrimonialismo. Faoro vai usar o conceito de Estamento Burocrático do sociólogo alemão Max Weber para explicar a funcionalidade do Poder no Brasil.

O estamento burocrático possui sua própria estrutura, condicionada pelas forças econômicas e sociais, mas estando acima da nação que representa.  Segundo ele, o Estamento Burocrático é formado por um grupo social cuja finalidade é dominar a máquina política e administrativa obtendo prestígio e riqueza inerentes ao seu controle. Esse grupo, representado pelas autoridades públicas (políticos, agentes públicos, elite estatal), possui um aparelhamento próprio que invade e dirige a esfera econômica, política e financeira, comandando o ramo civil e militar da administração.

O estamento burocrático (autoridades públicas) se apresenta como seres quase inatingíveis a quem a lei praticamente não atinge, protegidos por um Foro Privilegiado, fazem o que queres e como querem, sem serem questionados pela sociedade. Quando o são, usam sua autoridade hierárquica e formulam a pergunta: “Você sabe com quem está falando”? Demonstração objetiva de arrogância e prepotência.

O estamento burocrático possui uma estrutura de poder rígida e inflexível, impondo ao conjunto da sociedade o impedimento à inovação e modernidade das estruturas de poder.

O Patrimonialismo se caracteriza pelo Estado que não possui uma clara distinção entre o que é público e o que é privado. Em uma sociedade patrimonialista, o Estado é dominado por um grupo social que o utiliza como instrumento da manutenção de seus interesses. Esta prática está muito presente na tradição da institucionalização do poder no Brasil, uma vez que aqui primeiro se criou o Estado e depois a Sociedade Civil. Aqueles que controlam o Estado, passa a controlar a Sociedade. Sendo assim, a sociedade e a democracia brasileira ainda estão em um processo de se consolidarem plenamente nos princípios da modernidade.

A minoria dirigente, não é fiel à maioria que ela se diz representar, somente representa as forças que legitimam e perpetua seus interesses, utilizando para isso, discursos ideológicos e construções de narrativas criadoras de “verdades” e mitos.

A consequência deste modelo, é a formação de uma sociedade frustrada pela minoria que deveria representar a nação e não o fez, uma sociedade que encontra-se impedida de avançar devido à resistência de uma burocracia atrasada e injusta, que resiste a não se modernizar.

O país dominado por essa elite estatal precisa emancipar-se das oligarquias políticas, dos caciques partidários e líderes sindicais que fazem parte das forças sociais dominadoras do poder minoritário sobre a maioria da população.

Essa emancipação só será possível, quando o povo estiver preparado para entender a complexidade do governo e compreender a dinâmica dos negócios públicos, fatos que são difíceis de serem alcançados, pois o povo brasileiro se mostra desinteressado pela coisa pública.

Assim, resta ao povo oscilar entre a omissão, a mobilização de passeatas sem participação política e a nacionalização do poder, ficando mais preocupado com quem vai ocupar os espaços de poder nas próximas eleições e sua ligação e intimidade com os próximos ocupantes dos cargos.

Neste contexto, é possível dizer que a soberania popular não existe, senão como farsa, pois se constata que o estamento burocrático pode operar sem que o povo perceba seu caráter patrimonialista, exceto em momentos de conflitos e de tensões, quando membros de órgãos estatais (Judiciário e do Ministério Público) e da sociedade civil organizada, respaldados na Constituição, se aproximam do mundo real e atuam no centro do poder político.

Após 59 anos de sua primeira publicação, ler ou reler os Donos do Poder de Raymundo Faoro, nos permitirá ter uma maior clareza do que se passa nos mecanismos de poder político do Brasil atual.

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