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Escuta o professor

Empreendedorismo e Educação de Qualidade

 

Partindo do princípio que a Educação tem uma ralação direta com o desenvolvimento, meu ponto de vista de hoje será sobre o Empreendedorismo e a qualidade da Educação.

Os mercados estão mudando acentuadamente, encolhendo ou ampliando, mais tornando-se extremamente competitivos. Neste ambiente competitivo global, sobrevive, quem tem espírito empreendedor.

Para Filion (1999),  empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões,  além  de  ser  uma  pessoa  criativa,  marcada  pela  capacidade  de  estabelecer  e  atingir objetivos, mantendo um nível de consciência do ambiente em que vive e utilizando-o para detectar oportunidades de negócios.

Possuir ou adquirir tais características empreendedoras perpassa por um processo educacional de qualidade, que possibilite aos alunos senso crítico e visão de oportunidades.

Educação de qualidade. Que qualidade está se falando e desejando? A qualidade é um conceito histórico, que se altera no tempo e no espaço, vinculando-se às demandas e exigências sociais de um contexto histórico.

Sendo uma construção sócio-histórica e econômica, a qualidade está diretamente vinculada ao projeto de sociedade, relacionando-se com o modo pelo qual se processam as relações sociais, produto dos confrontos e acordos dos grupos e classes que dão concretude ao tecido social em cada realidade.

O que fazer para ter uma educação de qualidade? Para alguns, está ligado ao índice de aprovação, para outros ao nível de aprendizagem.  Para muitos pais, basta ter aula que a qualidade está garantida. Será mesmo?

 Na minha concepção, educação de qualidade é a que possibilita emancipação do aluno, transformando-o de indivíduo para sujeito, tornando-o protagonista de sua própria vida.

O sujeito emancipado é aquele que se sente inserido e preparado para vida, para o mundo e para o mercado.

A educação de qualidade é o único instrumento que inclui verdadeiramente o sujeito, tornando-o capaz de aprender a conhecer,  aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Será que os sistemas educacionais estão possibilitando essa formação aos seus alunos? A Educação precisa saber usar as estatísticas a seu favor.

As escolas estão repletas de projetos pedagógicos sem ter sido feito um único projeto de investigação para saber de fato qual o problema principal.

Enquanto aparelho ideológico do Estado, a Escola precisa desconstruir e superar este modelo vigente.

Por que nossos alunos não aprendem?

Por que não valorizam os estudos e a sala de aula?

Por que o espírito empreendedor não é estimulado?

Partindo de cada Escola, veremos que muitas destas respostas são tão óbvias que não nos damos conta.

Como afirmou Aristóteles, “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.”

ILHÉUS, 483 ANOS DE HISTÓRIA

Aniversário é sempre uma data para repensar o que foi feito e projetar o que deve ser realizado. É um dia de celebração e reflexão.

Neste 28 de junho, nossa Ilhéus celebra 483 anos de fundação.

Poucos Brasileiros, tem o privilégio de celebrar quase 500 anos de sua cidade, nós, Ilheenses por nascimento ou residência temos esse privilégio.

Celebrar essa data é mergulhar em um universo recheado de história, cultura e paisagens paradisíacas que transformou Ilhéus na Cidade Romance do Brasil.

De um longínquo passado glorioso e presente esperançoso, a beleza de Ilhéus deve refletir no dia a dia do seu povo.

Cidade mãe que originou dezenas de outras cidades, Ilhéus se depara em encontrar soluções e respostas para que seu presente e principalmente seu futuro tenha a glória do seu passado.

Como transformar potencialidades em oportunidades? Este é o grande desafio para Ilhéus nas próximas décadas.

O seu povo, maior patrimônio da cidade, precisa fazer parte e usufruir dessas transformações.

Nesta perspectiva, celebrar os 483 anos de Ilhéus, é celebrar uma história que precisa ser recontada, repensada e revivida.

É Transformar o Eu pelo Nós, o Morar no Viver, a Indiferença pelo Acolhimento.

Valorizar a Ilhéus que temos, nos permite lutar pela a Ilhéus que queremos.

Parabéns Ilhéus. Parabéns Ilheenses pela cidade que construiremos.

EVASÃO ESCOLAR E O CRIME NO BRASIL

Com uma taxa de quase 21 homicídios por arma de fogo para cada 100 mil habitantes, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os 100 países mais violentos do mundo. Morre-se mais no Brasil do que em países em estado de guerra declarados.

O aumento da criminalidade no Brasil vem ocorrendo cada vez mais, afetando o presente e o futuro de famílias vítimas dessa criminalidade e provocando, variados debates e concepções ideológicas de como combatê-la.

Sem contar as vidas perdidas, o crime custa ao Brasil mais de 100 bilhões de reais ao ano, 10% do seu PIB. A quem interessa o uso de tantos recursos sem resultados para a sociedade?
Para os sociólogos, o crime é a resposta do indivíduo ao meio em que vive, dependendo do cruzamento de vários fatores sociais.

Desses fatores sociais, destaco a escolarização ou a falta dela, especificamente a Evasão Escolar.

Estudos tem mostrados, que a principal vítima da violência homicida no Brasil é a juventude negra na faixa de 15 a 29 anos de idade com baixo nível de escolaridade e que abandonou a Escola entre os 11 a 15 anos.

Quando estes adolescentes se afastam da escola, são recrutados pelo tráfico de drogas e são socializados pelo crime.

 A prevenção da criminalidade deve levar em conta a redução da evasão escolar, aspecto que costuma ser negligenciado no Brasil, uma vez que o país apresenta a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países de maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, atrás apenas da Bósnia e Herzegovina e do arquipélago de São Cristóvão e Névis.

Uma pesquisa do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mostrou que a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no país um abandona a escola antes de completar a última série.

Por que as escolas não conseguem manter esses jovens?

Nós professores, precisamos estar mais qualificados para atender uma demanda de situações que não fomos preparados. Estamos despreparados para lidar com alunos mais vulneráveis e problemáticos.

A Escola por sua vez, deve ser um espaço de acolhimento, pertencimento, encontros e relações, não apenas um depósito gradeado de pessoas. Ela precisa estar conectada com as comunidades em regiões violentas.

Pelo medo do crime, a Escola deixou de se relacionar com as comunidades nas periferias. Transformaram-se em bunkers com grades, cadeados e polícia. 

A desvalorização social da escola com a proletarização do professor nestas últimas décadas, tem afetado o interesse pelos estudos, principalmente nas Escolas Públicas, cuja história de vida dos alunos são de perdas e de falta perspectiva.

Das 20 cidades mais violentas por homicídios do Brasil, 6 são Baianas e 6 de Alagoas, justamente os estados que apresentam as piores taxas de Educação no Brasil.

As políticas públicas na área de segurança, priorizam a punição em detrimento da prevenção. No Brasil um preso vale em média R$ 1.700 por mês, 11 vezes mais do que um aluno da rede estadual de ensino.

É um custo enorme em fundo perdido, pois está provado que nosso sistema prisional está falido, haja visto ele não conseguir recuperar e ressocializar o detento.

 Paralelo a criação de leis mais rígidas, aumento de policiais e construção de cadeias, precisamos urgentemente ampliar e melhorar os espaços escolares e estabelecer estratégias para permanência dos alunos na Escola de tempo integral.

Não há transformação social sem investimento na Educação. A cada ano de estudo, impacta na empregabilidade e renda do jovem.

Se a violência começa pela mente dos homens, deve ser na mente dos homens que a cultura da paz e do respeito ao outro devem ser construída, e a Escola é o espaço propício para essa construção.

A Sociedade do Espetáculo

O livro hoje recomendado, é intitulado A Sociedade do Espetáculo.  Publicado em 1967 pelo pensador francês Guy Debord, é considerado uma das 10 principais obras do Século XX.

Nesta obra, composta de nove capítulos, Debord faz uma crítica radical a todo e qualquer tipo de imagem que leve o homem à passividade e à aceitação dos valores preestabelecidos pela sociedade midiática.

Para ele, ‘toda a vida das sociedades se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação’.

Os indivíduos na sociedade dos espetáculos, renunciam a realidade dos acontecimentos da vida e passam a viver num mundo movido pelas aparências e consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias.

Esse contexto nos deve preocupar, pois instituições e pessoas se reconstroem em uma aparência, sustentada na exposição midiática sem um aprofundamento da realidade objetiva, criando uma  sociedade esfacelada e dividida.

As mídias são apenas ‘a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores’’.

Resultado desse contexto, a depressão tem sido a principal doença do século XXI. Ela reflete a solidão em meio à multidão. A fragilidade nas relações são resultados dessa espetacularização, onde se demonstra centenas de amigos nas redes sociais, mas no entanto, 90% desses “amigos” são virtuais.

Em nome da espetacularização da informação, noticiamos as tragédias privadas sem o menor pudor e humanismo. Imagens e cenas de violência são compartilhadas de forma natural.

Precisamos ter muito cuidado, pois vivemos em um ambiente da manipulação, onde o homem acaba sendo governado por algo que ele próprio criou, pois segundo Debord, “no mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso”.

A conjuntura política, econômica, social e cultural em que vivemos, torna a leitura do livro de Debord bastante oportuna e indispensável.

DIA DO PEDAGOGO: “GUARDIÃO DO ESTADO”

Neste 20 de Maio, comemora-se o dia do Pedagogo. A data foi instituída em 2010 no Brasil, como forma de valorizar e discutir a importância desse profissional na sociedade.

De origem grega, a palavra Pedagogo vem de PAIDAGOGOS, de PAIS, “criança”, mais AGOGOS, “guia”, “líder”, AGEIN, “guiar”.

A origem Latim, é PAEDAGOGUS, o escravo que levava o filho à escola da antiga Roma e o supervisionava em termos gerais, passando mais tarde a ensinar essa criança também.

O símbolo oficial da pedagogia  é o Caduceu de Hermes à frente de uma flor de lis.

O caduceu é um tipo de bastão vertical com asas, em torno do qual se enrolam duas serpentes. Esse bastão representa o poder do profissional, sua capacidade de trazer mudanças. As asas revelam o equilíbrio dessa transformação, bem como a qualidade do pedagogo, que deve ser ágil e disponível. As serpentes entrelaçadas em torno do bastão, por sua vez, representam conhecimento e sabedoria. Além da sabedoria, a flor de lis é símbolo do espírito nobre e da orientação.

O filósofo grego Platão é considerado como o primeiro pedagogo, por este ter desenvolvido um sistema educacional integrado a uma dimensão ética e política. Para Platão, o objetivo final da educação, era a formação do homem moral, vivendo em um Estado justo.

Ao longo do tempo, o Pedagogo se firmou como um profissional relacionada à ciência do ensino, muito focada apenas no conhecimento instrumental, técnico.  Na visão platônica, o sistema de ensino deve mobilizar a sociedade para formar sábios e encontrar virtudes, realidade muito distante do que encontramos.

Em momentos de instabilidade, precisamos encontrar soluções na área que garante um futuro sustentável, essa área é a Educação e o Pedagogo é o especialista que, a partir de uma formação solida e valorização social e econômica, será capaz de pavimentar caminhos de uma sociedade mais virtuosa, menos individualista e mais justa.

Parabéns aos Pedagogos pela brilhante missão de criar possibilidades para humanizar a sociedade a partir da mediação do conhecimento, tornando-se Guardiães do Estado na perspectiva Platônica.

O AÇOUGUEIRO QUE DESPOSTOU AS ENTRANHAS DO PODER POLÍTICO NO BRASIL

Conhecido no meio empresarial como o açougueiro, Joesley Batista transformou um modesto frigorífico criado por seu Pai em Goiás, no maior grupo privado do Brasil e o maior produtor de proteína animal do mundo.

A Holding (sociedade gestora que controla conglomerado de várias empresas) J&F Investimentos, é proprietária da JBS (Friboi, Seara, Laticínios Vigor), Hipermarcas (medicamentos, higiene e limpeza), Papel e celulose, Termoelétricas, Canal Rural e Radio Rural, Alpargatas (sandálias Havaianas) e o recém criado Banco Original.

O modesto açougueiro, tornou-se em 10 anos, industrial, empresário de mídia e banqueiro. Um feito enorme de dar inveja a grandes empreendedores e capitalistas do mundo.

Assim como o Eike, que também é Batista, Joesley o açougueiro, foi agraciado pelos governantes em receber financiamentos do BNDES, investimentos de Fundos de Pensão e recursos do FGTS, todos com juros de Pai para Filho, aliás, nem todo Pai.  Sem tirar os “méritos” dos Batistas, se tornou mais fácil o caminho, principalmente tendo um Ministro da Fazenda como assessor e lobista.

Com a Lava Jato e o apetite insaciável de corruptos e corruptores, esse castelo de areia iria implodir. Se a delação da Odebrecht era chamada de fim do mundo, a de Joesley é Apocalíptica. No sentido literal do nome da operação, por mais que imaginávamos o que ocorria, as revelações acompanhadas de contundentes provas nos faz imaginar que estamos realmente vivendo o Apocalipse.

Muitos tem dito que foi muito branda as implicações para os Batista, pois preservam seu vultoso patrimônio, moram em New York e não usam tornozeleiras.

 Comparando ao que ocorreu com a Odebrecht e com Marcelo que continua preso, procede. No entanto, o açougueiro Joesley mostrou habilidade maior que o alemão Odebrecht. Se antecipou na delação, preparou o terreno da corrupção e aproveitando da intimidade com o poder, de um corte apenas despostou o já combalido Aécio Neves e antecipou o abate do fragilizado Presidente Temer.

Os dias vindouros prometem muito, várias revelações virão à tona e mais poderosos irão para o abate. Dentre os benefícios que essa operação apresenta, destaca-se o fato de anular a narrativa lulista-petista de perseguição, seletividade e de um imprensa golpista.

As instituições Polícia Federal, PGR, Judiciário e Imprensa saem fortalecidas, enquanto os poderosos corruptos e seus corruptores serão e são abatidos pelo corte fatal do açougueiro Joesley Batista.

Viva a Democracia com seus mecanismos isentos e autônomos!

IBEC CELEBRA CONVÊNIO COM A CODEBA

 

 

 

O Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Tecnologia- IBEC, ampliando e fortalecendo ações para qualificação dos seus alunos, assinou convênio de estágio com a Companhia de Docas da Bahia – CODEBA.

Publicado no Diário Oficial da União do último dia 9 de maio, esse importante convênio, objetiva oportunizar aos alunos dos Cursos Técnicos de Eletrotécnica, Segurança no Trabalho e Logística realizarem estágio na CODEBA, uma vez que Estágio Supervisionado, é obrigatório nos Cursos Técnicos do IBEC.

 Funcionado há dez anos em Ilhéus, o IBEC tem atuado de forma qualitativa na formação de Jovens e Adultos nos Curso Técnicos de Eletrotécnica, Hospedagem, Logística e Segurança no Trabalho, além dos já consolidados cursos de Pós-Graduação em parceria com a Faculdade Santo Agostinho – FACSA.

Para o Professor Reinaldo Soares, Diretor do IBEC, parceria como essa permite aos alunos vivenciarem a prática e ao mesmo tempo entrar em contato com o tão sonhado mercado de trabalho. Dezenas de nossos alunos estão empregados por conta do estágio, declara o Professor Reinaldo Soares.

Além da CODEBA, o IBEC possui convênio de Estágio com o CIEE, IEL, Abrigo São Vicente e várias empresas que, percebendo a importância do estágio, abrem seus espaços para os alunos do IBEC. Esperamos que outras instituições e empresas nos procure na tentativa de celebrar convênios, declara o Professor Reinaldo.

A 11º turma de Eletrotécnica está iniciando, não perca tempo, matricule-se nesse curso que possibilita uma remuneração média em torno de R$3.000,00 (três mil reais). Ótima opção em um cenário de crise.

 O IBEC está situado na Rua Maria Quitéria, Centro de Ilhéus, na antiga fábrica do Café Polar. O telefone do contato é 3633-3205, WatsApp 98877-2914 e o horário de atendimento é das 14:00 ás 22:00.

 

A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA DIREITA X ESQUERDA

O termo Direita x Esquerda é sempre evidenciado nas discussões político-ideológica. Vale salientar que essa terminologia surgiu na França Revolucionária, quando identificava a posição dos participantes da Assembléia Constituinte de acordo a posição de assento.

Durante os debates sobre a Constituição Francesa em 1789, os deputados ligados à aristocracia e aos defensores da monarquia constitucional, bem como os membros da alta burguesia, sentavam-se à direita do plenário. Esse grupo ficou conhecido na França como os girondinos, em decorrência de serem provenientes principalmente da província de Gironda. Os girondinos, ou a Direita, defendiam que o processo revolucionário fosse interrompido. O objetivo principal era consolidar as conquistas burguesas e evitar a radicalização da revolução.

À esquerda do plenário ficava a Montanha, por ser o local mais alto do parlamento. A Montanha era formada principalmente por deputados jacobinos e pelos membros do Clube dos Cordeliers. A esquerda francesa defendia medidas de aprofundamento e radicalização da revolução, principalmente as que garantiam melhorias na vida da população pobre, e que abrissem a participação política a todos os habitantes.

Essas definições mudaram ao longo das décadas na França e nos demais países. Porém, alguns aspectos principais não mudaram tanto. Apesar das várias divisões internas e das várias formas de manifestação de interesses, a direita continua a defender medidas sociais, econômicas e políticas liberais, que acabam beneficiando o livre comércio e a competitividade em todos os setores do poder econômico na sociedade capitalista.

A esquerda liga-se tanto a medidas populistas que buscam reformar o capitalismo, dando a ele uma face mais humana, quanto a propostas revolucionárias, que têm como objetivo destruir essa forma de organização social e construir uma nova, onde não haveria exploração e nem opressão de uma pessoa sobre outra.

Vejamos o que ocorreu no França neste domingo dia 07. Com mais de 60% dos votos, o centrista Emmanuel Macron foi eleito Presidente da França desbancando a esquerda, a direita e extrema direita. Simbolicamente, comemorou sua vitória distante dos tradicionais espaços sempre ocupados pelo Partido Socialista (Esquerda) e Partido Republicano (Direita).

A vitória de Macron representa uma grande passo na superação da dicotomia Direita x Esquerda justamente no país que originou essa diferença política. Essa superação se aplica também ao modelo político e perfil de políticos vigente, seja na França ou no Brasil.

No Brasil, depois de 13 anos no poder, a esquerda propiciou relevantes mudanças sociais, mais foi completamente omissa na mudança de estruturas que emperram o desenvolvimento sustentável do país, além de operar o poder pelo poder, criando uma casta de aristocratas partidários que enriqueciam ás custas de uma pseudo ideologia sustentada por um amplo desvio de recursos públicos, mantendo e ampliando uma cultura corrupta que sangra o Brasil e os brasileiros.

No que se refere a Direita, há um descaminho, em virtude da ausência de lideranças capazes de construir e representar um projeto de Nação que propicie o desenvolvimento sustentável com respeito às causas sociais e representativas de uma sociedade cada vez mais diversa e atuante.

Esse imobilismo político partidário, urge nos anseios da sociedade, práticas políticas de gestores e agentes públicos pautadas na ética e zelo com os recursos públicos que resulte em uma gestão eficaz que reflita na saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda e mobilidade urbana para uma população que paga cada vez e usufrui cada vez menos.

Mais do que ser de Direita ou de esquerda, precisa-se ações aglutinadoras que resgate a importância e o respeito do fazer político. Ao contrários dos norte-americanos e britânicos, os franceses enfrentaram seus problemas e dilemas com otimismo, sem radicalismo e populismo.

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