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DIA DO PEDAGOGO: “GUARDIÃO DO ESTADO”

Neste 20 de Maio, comemora-se o dia do Pedagogo. A data foi instituída em 2010 no Brasil, como forma de valorizar e discutir a importância desse profissional na sociedade.

De origem grega, a palavra Pedagogo vem de PAIDAGOGOS, de PAIS, “criança”, mais AGOGOS, “guia”, “líder”, AGEIN, “guiar”.

A origem Latim, é PAEDAGOGUS, o escravo que levava o filho à escola da antiga Roma e o supervisionava em termos gerais, passando mais tarde a ensinar essa criança também.

O símbolo oficial da pedagogia  é o Caduceu de Hermes à frente de uma flor de lis.

O caduceu é um tipo de bastão vertical com asas, em torno do qual se enrolam duas serpentes. Esse bastão representa o poder do profissional, sua capacidade de trazer mudanças. As asas revelam o equilíbrio dessa transformação, bem como a qualidade do pedagogo, que deve ser ágil e disponível. As serpentes entrelaçadas em torno do bastão, por sua vez, representam conhecimento e sabedoria. Além da sabedoria, a flor de lis é símbolo do espírito nobre e da orientação.

O filósofo grego Platão é considerado como o primeiro pedagogo, por este ter desenvolvido um sistema educacional integrado a uma dimensão ética e política. Para Platão, o objetivo final da educação, era a formação do homem moral, vivendo em um Estado justo.

Ao longo do tempo, o Pedagogo se firmou como um profissional relacionada à ciência do ensino, muito focada apenas no conhecimento instrumental, técnico.  Na visão platônica, o sistema de ensino deve mobilizar a sociedade para formar sábios e encontrar virtudes, realidade muito distante do que encontramos.

Em momentos de instabilidade, precisamos encontrar soluções na área que garante um futuro sustentável, essa área é a Educação e o Pedagogo é o especialista que, a partir de uma formação solida e valorização social e econômica, será capaz de pavimentar caminhos de uma sociedade mais virtuosa, menos individualista e mais justa.

Parabéns aos Pedagogos pela brilhante missão de criar possibilidades para humanizar a sociedade a partir da mediação do conhecimento, tornando-se Guardiães do Estado na perspectiva Platônica.

O AÇOUGUEIRO QUE DESPOSTOU AS ENTRANHAS DO PODER POLÍTICO NO BRASIL

Conhecido no meio empresarial como o açougueiro, Joesley Batista transformou um modesto frigorífico criado por seu Pai em Goiás, no maior grupo privado do Brasil e o maior produtor de proteína animal do mundo.

A Holding (sociedade gestora que controla conglomerado de várias empresas) J&F Investimentos, é proprietária da JBS (Friboi, Seara, Laticínios Vigor), Hipermarcas (medicamentos, higiene e limpeza), Papel e celulose, Termoelétricas, Canal Rural e Radio Rural, Alpargatas (sandálias Havaianas) e o recém criado Banco Original.

O modesto açougueiro, tornou-se em 10 anos, industrial, empresário de mídia e banqueiro. Um feito enorme de dar inveja a grandes empreendedores e capitalistas do mundo.

Assim como o Eike, que também é Batista, Joesley o açougueiro, foi agraciado pelos governantes em receber financiamentos do BNDES, investimentos de Fundos de Pensão e recursos do FGTS, todos com juros de Pai para Filho, aliás, nem todo Pai.  Sem tirar os “méritos” dos Batistas, se tornou mais fácil o caminho, principalmente tendo um Ministro da Fazenda como assessor e lobista.

Com a Lava Jato e o apetite insaciável de corruptos e corruptores, esse castelo de areia iria implodir. Se a delação da Odebrecht era chamada de fim do mundo, a de Joesley é Apocalíptica. No sentido literal do nome da operação, por mais que imaginávamos o que ocorria, as revelações acompanhadas de contundentes provas nos faz imaginar que estamos realmente vivendo o Apocalipse.

Muitos tem dito que foi muito branda as implicações para os Batista, pois preservam seu vultoso patrimônio, moram em New York e não usam tornozeleiras.

 Comparando ao que ocorreu com a Odebrecht e com Marcelo que continua preso, procede. No entanto, o açougueiro Joesley mostrou habilidade maior que o alemão Odebrecht. Se antecipou na delação, preparou o terreno da corrupção e aproveitando da intimidade com o poder, de um corte apenas despostou o já combalido Aécio Neves e antecipou o abate do fragilizado Presidente Temer.

Os dias vindouros prometem muito, várias revelações virão à tona e mais poderosos irão para o abate. Dentre os benefícios que essa operação apresenta, destaca-se o fato de anular a narrativa lulista-petista de perseguição, seletividade e de um imprensa golpista.

As instituições Polícia Federal, PGR, Judiciário e Imprensa saem fortalecidas, enquanto os poderosos corruptos e seus corruptores serão e são abatidos pelo corte fatal do açougueiro Joesley Batista.

Viva a Democracia com seus mecanismos isentos e autônomos!

IBEC CELEBRA CONVÊNIO COM A CODEBA

 

 

 

O Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Tecnologia- IBEC, ampliando e fortalecendo ações para qualificação dos seus alunos, assinou convênio de estágio com a Companhia de Docas da Bahia – CODEBA.

Publicado no Diário Oficial da União do último dia 9 de maio, esse importante convênio, objetiva oportunizar aos alunos dos Cursos Técnicos de Eletrotécnica, Segurança no Trabalho e Logística realizarem estágio na CODEBA, uma vez que Estágio Supervisionado, é obrigatório nos Cursos Técnicos do IBEC.

 Funcionado há dez anos em Ilhéus, o IBEC tem atuado de forma qualitativa na formação de Jovens e Adultos nos Curso Técnicos de Eletrotécnica, Hospedagem, Logística e Segurança no Trabalho, além dos já consolidados cursos de Pós-Graduação em parceria com a Faculdade Santo Agostinho – FACSA.

Para o Professor Reinaldo Soares, Diretor do IBEC, parceria como essa permite aos alunos vivenciarem a prática e ao mesmo tempo entrar em contato com o tão sonhado mercado de trabalho. Dezenas de nossos alunos estão empregados por conta do estágio, declara o Professor Reinaldo Soares.

Além da CODEBA, o IBEC possui convênio de Estágio com o CIEE, IEL, Abrigo São Vicente e várias empresas que, percebendo a importância do estágio, abrem seus espaços para os alunos do IBEC. Esperamos que outras instituições e empresas nos procure na tentativa de celebrar convênios, declara o Professor Reinaldo.

A 11º turma de Eletrotécnica está iniciando, não perca tempo, matricule-se nesse curso que possibilita uma remuneração média em torno de R$3.000,00 (três mil reais). Ótima opção em um cenário de crise.

 O IBEC está situado na Rua Maria Quitéria, Centro de Ilhéus, na antiga fábrica do Café Polar. O telefone do contato é 3633-3205, WatsApp 98877-2914 e o horário de atendimento é das 14:00 ás 22:00.

 

A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA DIREITA X ESQUERDA

O termo Direita x Esquerda é sempre evidenciado nas discussões político-ideológica. Vale salientar que essa terminologia surgiu na França Revolucionária, quando identificava a posição dos participantes da Assembléia Constituinte de acordo a posição de assento.

Durante os debates sobre a Constituição Francesa em 1789, os deputados ligados à aristocracia e aos defensores da monarquia constitucional, bem como os membros da alta burguesia, sentavam-se à direita do plenário. Esse grupo ficou conhecido na França como os girondinos, em decorrência de serem provenientes principalmente da província de Gironda. Os girondinos, ou a Direita, defendiam que o processo revolucionário fosse interrompido. O objetivo principal era consolidar as conquistas burguesas e evitar a radicalização da revolução.

À esquerda do plenário ficava a Montanha, por ser o local mais alto do parlamento. A Montanha era formada principalmente por deputados jacobinos e pelos membros do Clube dos Cordeliers. A esquerda francesa defendia medidas de aprofundamento e radicalização da revolução, principalmente as que garantiam melhorias na vida da população pobre, e que abrissem a participação política a todos os habitantes.

Essas definições mudaram ao longo das décadas na França e nos demais países. Porém, alguns aspectos principais não mudaram tanto. Apesar das várias divisões internas e das várias formas de manifestação de interesses, a direita continua a defender medidas sociais, econômicas e políticas liberais, que acabam beneficiando o livre comércio e a competitividade em todos os setores do poder econômico na sociedade capitalista.

A esquerda liga-se tanto a medidas populistas que buscam reformar o capitalismo, dando a ele uma face mais humana, quanto a propostas revolucionárias, que têm como objetivo destruir essa forma de organização social e construir uma nova, onde não haveria exploração e nem opressão de uma pessoa sobre outra.

Vejamos o que ocorreu no França neste domingo dia 07. Com mais de 60% dos votos, o centrista Emmanuel Macron foi eleito Presidente da França desbancando a esquerda, a direita e extrema direita. Simbolicamente, comemorou sua vitória distante dos tradicionais espaços sempre ocupados pelo Partido Socialista (Esquerda) e Partido Republicano (Direita).

A vitória de Macron representa uma grande passo na superação da dicotomia Direita x Esquerda justamente no país que originou essa diferença política. Essa superação se aplica também ao modelo político e perfil de políticos vigente, seja na França ou no Brasil.

No Brasil, depois de 13 anos no poder, a esquerda propiciou relevantes mudanças sociais, mais foi completamente omissa na mudança de estruturas que emperram o desenvolvimento sustentável do país, além de operar o poder pelo poder, criando uma casta de aristocratas partidários que enriqueciam ás custas de uma pseudo ideologia sustentada por um amplo desvio de recursos públicos, mantendo e ampliando uma cultura corrupta que sangra o Brasil e os brasileiros.

No que se refere a Direita, há um descaminho, em virtude da ausência de lideranças capazes de construir e representar um projeto de Nação que propicie o desenvolvimento sustentável com respeito às causas sociais e representativas de uma sociedade cada vez mais diversa e atuante.

Esse imobilismo político partidário, urge nos anseios da sociedade, práticas políticas de gestores e agentes públicos pautadas na ética e zelo com os recursos públicos que resulte em uma gestão eficaz que reflita na saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda e mobilidade urbana para uma população que paga cada vez e usufrui cada vez menos.

Mais do que ser de Direita ou de esquerda, precisa-se ações aglutinadoras que resgate a importância e o respeito do fazer político. Ao contrários dos norte-americanos e britânicos, os franceses enfrentaram seus problemas e dilemas com otimismo, sem radicalismo e populismo.

O SIMBOLISMO DE TIRADENTES NO BRASIL DA LAVA JATO

Em 1889, um monarquista alagoano pôs fim a Monarquia com a proclamação da República. Deodoro da Fonseca, influenciado pelo também militar Benjamin Constant, proclamou em 15 de novembro a República (coisa pública) Brasileira.
Com o fim da Monarquia, os republicanos foram buscar no período monárquico um herói para celebrar e representar a República. Este herói é Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
O mais despossuído financeira e socialmente entre os inconfidentes, o Alferes Tiradentes tornou-se herói muito mais pela omissão e traição dos seus parceiros. Foi denunciado, enforcado, esquartejado e exposto em praça pública para que seu “exemplo” não fosse seguido.
Por que de fato Tiradentes foi condenado? Traidor da coroa portuguesa por contestar a Derrama (lei que aumentava os impostos no Brasil) e desejar a emancipação política do Brasil.
“Miserável país aquele que não tem herói. Miserável país aquele que precisa de heróis”. Com essa frase, o Dramaturgo alemão Bertolt Brecht nos alerta para o fato que enquanto país, precisamos produzir heróis, pessoas que tenham atitudes relevantes, pensamentos e ações inovadoras, sensíveis ao bem comum e indignados com a injustiça. Esses heróis impulsionam a nação, mas muitas vezes não arrasta seguidores. Aí reside a preocupação de Brecht quando afirma que miserável é o país que precisa de heróis.
Quando as instituições e os poderes se personificam em seus agentes, é um sinal que as instituições e as estruturas de poder não estão bem, pois apenas alguns dos seus representantes os utiliza da forma como a sociedade espera, daí se tornarem heróis. A operação Lava Jato produziu o novo herói nacional: O juiz Sérgio Moro.
Assim como com os Inconfidentes, a omissão de outros Magistrados, Desembargadores, Ministros e procuradores, ao longo desse tempo democrático, fez com que a ação de Moro e dos Procuradores de Curitiba, desenvolvesse um sentimento coletivo de heroísmo e completa dependência da denominada República de Curitiba para ressignificar a República Brasileira.
Se o 21 de abril, dia da morte de Tiradentes, tornou-se apenas um Feriado sem reflexão do legado de Tiradentes, da mesma forma não podemos depender apenas das ações dos heróis da República de Curitiba e das revelações dos delatores que tem desnudado as entranhas do poder da República Brasileira.
Precisamos ser seguidores dos heróis e nos tornarmos também heróis com nossas atitudes cotidianas, com nossos familiares, amigos, colaboradores e na sociedade como um todo. Se miserável é o país que depende de herói, miserável também, é quando não existe. Portanto, que o simbolismo de Tiradentes norteie nossas atitudes no sentido de nos fazer perguntar sempre: Qual o legado que estou deixando em minha casa, no meu trabalho, em minha cidade e no meu país?

A DEMOCRACIA UNIPARTIDÁRIA DA ODEBRECHT

A existência de partidos políticos e eleições periódicas são elementos que constituem um país democrático, pelo menos em tese.  Quando no período que antecedeu sua primeira vitória para Presidente da República, LULA prometia que a política iria ocupar o espaço de poder em detrimento da economia.

Nestes 15 anos, presenciamos a evolução da importância dos Políticos e agentes públicos nas decisões do país. A cada ano, novos partidos e dirigentes surgiam, ao ponto de termos hoje 35 partidos registrados no TSE e uma dezena aguardando registro. A promessa do então candidato LULA, havia se cumprido.

Em 2014 surge a Lava Jato, e com ela, as revelações dos bastidores do poder, desnudando a promíscua relação entre o público e o privado. A sensação de justiça toma conta do imaginário coletivo do brasileiro com a prisão de grandes empresários e alguns notórios políticos, porém, faltava o aprofundamento dessa relação, o que vem ocorrer com a propalada “delação do fim do mundo” da Odebrecht.

Com a divulgação desta delação, revelou-se situações inimagináveis na política Brasileira. Dezenas de partidos que assumiram o poder no Brasil nos últimos 30 anos, eram controlados por um único partido, o PDO – Partido da Odebrecht.

O Partido da Odebrecht, Presidido pelo Príncipe das Empreiteiras, Marcelo Odebrecht, ditava os rumos da Política Brasileira, financiando os diversos candidatos, em todos os Estados e Cargos, de variados interesses. A maior bancada do Congresso pertencia a Odebrecht, os principais Ministros e dirigentes estatais estavam ligados a Odebrecht, Governadores e Presidentes da República estavam ligados ao Partido da Odebrecht.

O poder da Odebrecht era tanto, que Marcelo ajudou a redigir a Carta que o então candidato LULA escreveu para os “Brasileiros” no intuito de acalmar o mercado. Interviu na política tributária, fiscal e econômica do país, redigindo e aprovando medidas provisórias e projetos de leis que atendessem aos interesses do Conglomerado Odebrecht.

As delações estão nos deixando perplexos e nos fazendo sentir marionetes, na medida que os Eleitos legislam e governam não para o povo, mas para aqueles que lhes financiam. Permanece a tese marxista de que o econômico determina sobre o político, o jurídico e o social.

Os mais de 3 bilhões de dólares aplicados pelo Departamento da Corrupção da Odebrecht, demonstra que vivemos em uma democracia de Partido único, cuja ideologia e programa para convencimento, é o volumoso dinheiro obtido pelas obras públicas, dinheiro esse que falta nas Escolas, Postos de Saúde e Hospitais, e que realimenta um ciclo vicioso de corruptos e corruptores.

Que este processo provoque uma depuração e ressignifique a forma de fazer política, começando pelo eleitor e tornando mais transparente as relações entre o público e o privado.

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