Educação

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E DEMOCRACIA

A Democracia Ateniense é a origem das Democracias Ocidentais, aí incluindo a recente Democracia Brasileira. Em Atenas, a Democracia se notabilizava pela participação dos cidadãos, uma relação direta, participativa, dos cidadãos nos destinos da Pólis.

As atuais Democracias Ocidentais se caracterizam por um modelo representativo, onde os cidadãos, através do voto, elegem representantes para tomarem decisões em nome deles, instituindo uma relação indireta entre governantes e governados.

Um dos parâmetros para se medir a maturidade e plenitude da Democracia, é mensurar o fortalecimento das instituições e a participação dos eleitores no dia a dia do processo democrático, nas incursões do cotidiano de cada indivíduo nos variados espaços sociais e políticos.

Segundo o indicador Democracy Index, patrocinada pela revista inglesa The Economist que anualmente analisa o fortalecimento da Democracia de quase 200 países, e mede, com base em dezenas de indicadores, quatro categorias detectadas: Democracias Plenas, Democracia Falhas, Regimes Híbridos e Regimes Autoritários.

O Brasil aparece no 44º lugar, caracterizando-se como uma Democracia Falha. Essa posição se deve principalmente pela não participação política dos brasileiros. Votamos e lavamos as mãos, terceirizamos sempre para o outro o nosso papel de cidadão.

A ação política está diretamente relacionada ao nível de educação da população. Pela referida pesquisa, as Democracias Plenas são formadas por países que possuem uma Educação de Qualidade como a Noruega, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, entre outros.

Garantir uma Educação de Qualidade possibilita aos cidadãos desenvolver uma consciência social capaz de lutar pelas transformações, uma vez que sua ação não se limitará a digitar seu voto na urna, mais avançar em um cenário de permanente participação, pois na política são tomadas as decisões que interferem na nossa vida, no nosso cotidiano, no nosso presente e futuro.

Se o Brasil avançou no acesso à escola, precisamos avançar na permanência com qualidade. Professor deve ser carreira de Estado e a Educação de qualidade prioridade nacional. Devemos garantir que a Educação do filho do gari tenha a mesma qualidade que a do filho do desembargador.

Você se lembra em quem votou para Deputado Federal e Senador nas últimas eleições? Quais os partidos que eles faziam parte?

Estes políticos estão atendendo a sua expectativa? Você tem acompanhado o mandato destes parlamentares?

Para que essas respostas sejam positivas é preciso investir em uma educação de qualidade, pois a qualidade do voto, passa pela qualidade educacional do eleitor.

Empreendedorismo e Educação de Qualidade

 

Partindo do princípio que a Educação tem uma ralação direta com o desenvolvimento, meu ponto de vista de hoje será sobre o Empreendedorismo e a qualidade da Educação.

Os mercados estão mudando acentuadamente, encolhendo ou ampliando, mais tornando-se extremamente competitivos. Neste ambiente competitivo global, sobrevive, quem tem espírito empreendedor.

Para Filion (1999),  empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões,  além  de  ser  uma  pessoa  criativa,  marcada  pela  capacidade  de  estabelecer  e  atingir objetivos, mantendo um nível de consciência do ambiente em que vive e utilizando-o para detectar oportunidades de negócios.

Possuir ou adquirir tais características empreendedoras perpassa por um processo educacional de qualidade, que possibilite aos alunos senso crítico e visão de oportunidades.

Educação de qualidade. Que qualidade está se falando e desejando? A qualidade é um conceito histórico, que se altera no tempo e no espaço, vinculando-se às demandas e exigências sociais de um contexto histórico.

Sendo uma construção sócio-histórica e econômica, a qualidade está diretamente vinculada ao projeto de sociedade, relacionando-se com o modo pelo qual se processam as relações sociais, produto dos confrontos e acordos dos grupos e classes que dão concretude ao tecido social em cada realidade.

O que fazer para ter uma educação de qualidade? Para alguns, está ligado ao índice de aprovação, para outros ao nível de aprendizagem.  Para muitos pais, basta ter aula que a qualidade está garantida. Será mesmo?

 Na minha concepção, educação de qualidade é a que possibilita emancipação do aluno, transformando-o de indivíduo para sujeito, tornando-o protagonista de sua própria vida.

O sujeito emancipado é aquele que se sente inserido e preparado para vida, para o mundo e para o mercado.

A educação de qualidade é o único instrumento que inclui verdadeiramente o sujeito, tornando-o capaz de aprender a conhecer,  aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Será que os sistemas educacionais estão possibilitando essa formação aos seus alunos? A Educação precisa saber usar as estatísticas a seu favor.

As escolas estão repletas de projetos pedagógicos sem ter sido feito um único projeto de investigação para saber de fato qual o problema principal.

Enquanto aparelho ideológico do Estado, a Escola precisa desconstruir e superar este modelo vigente.

Por que nossos alunos não aprendem?

Por que não valorizam os estudos e a sala de aula?

Por que o espírito empreendedor não é estimulado?

Partindo de cada Escola, veremos que muitas destas respostas são tão óbvias que não nos damos conta.

Como afirmou Aristóteles, “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.”

EVASÃO ESCOLAR E O CRIME NO BRASIL

Com uma taxa de quase 21 homicídios por arma de fogo para cada 100 mil habitantes, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os 100 países mais violentos do mundo. Morre-se mais no Brasil do que em países em estado de guerra declarados.

O aumento da criminalidade no Brasil vem ocorrendo cada vez mais, afetando o presente e o futuro de famílias vítimas dessa criminalidade e provocando, variados debates e concepções ideológicas de como combatê-la.

Sem contar as vidas perdidas, o crime custa ao Brasil mais de 100 bilhões de reais ao ano, 10% do seu PIB. A quem interessa o uso de tantos recursos sem resultados para a sociedade?
Para os sociólogos, o crime é a resposta do indivíduo ao meio em que vive, dependendo do cruzamento de vários fatores sociais.

Desses fatores sociais, destaco a escolarização ou a falta dela, especificamente a Evasão Escolar.

Estudos tem mostrados, que a principal vítima da violência homicida no Brasil é a juventude negra na faixa de 15 a 29 anos de idade com baixo nível de escolaridade e que abandonou a Escola entre os 11 a 15 anos.

Quando estes adolescentes se afastam da escola, são recrutados pelo tráfico de drogas e são socializados pelo crime.

 A prevenção da criminalidade deve levar em conta a redução da evasão escolar, aspecto que costuma ser negligenciado no Brasil, uma vez que o país apresenta a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países de maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, atrás apenas da Bósnia e Herzegovina e do arquipélago de São Cristóvão e Névis.

Uma pesquisa do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mostrou que a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no país um abandona a escola antes de completar a última série.

Por que as escolas não conseguem manter esses jovens?

Nós professores, precisamos estar mais qualificados para atender uma demanda de situações que não fomos preparados. Estamos despreparados para lidar com alunos mais vulneráveis e problemáticos.

A Escola por sua vez, deve ser um espaço de acolhimento, pertencimento, encontros e relações, não apenas um depósito gradeado de pessoas. Ela precisa estar conectada com as comunidades em regiões violentas.

Pelo medo do crime, a Escola deixou de se relacionar com as comunidades nas periferias. Transformaram-se em bunkers com grades, cadeados e polícia. 

A desvalorização social da escola com a proletarização do professor nestas últimas décadas, tem afetado o interesse pelos estudos, principalmente nas Escolas Públicas, cuja história de vida dos alunos são de perdas e de falta perspectiva.

Das 20 cidades mais violentas por homicídios do Brasil, 6 são Baianas e 6 de Alagoas, justamente os estados que apresentam as piores taxas de Educação no Brasil.

As políticas públicas na área de segurança, priorizam a punição em detrimento da prevenção. No Brasil um preso vale em média R$ 1.700 por mês, 11 vezes mais do que um aluno da rede estadual de ensino.

É um custo enorme em fundo perdido, pois está provado que nosso sistema prisional está falido, haja visto ele não conseguir recuperar e ressocializar o detento.

 Paralelo a criação de leis mais rígidas, aumento de policiais e construção de cadeias, precisamos urgentemente ampliar e melhorar os espaços escolares e estabelecer estratégias para permanência dos alunos na Escola de tempo integral.

Não há transformação social sem investimento na Educação. A cada ano de estudo, impacta na empregabilidade e renda do jovem.

Se a violência começa pela mente dos homens, deve ser na mente dos homens que a cultura da paz e do respeito ao outro devem ser construída, e a Escola é o espaço propício para essa construção.

A Sociedade do Espetáculo

O livro hoje recomendado, é intitulado A Sociedade do Espetáculo.  Publicado em 1967 pelo pensador francês Guy Debord, é considerado uma das 10 principais obras do Século XX.

Nesta obra, composta de nove capítulos, Debord faz uma crítica radical a todo e qualquer tipo de imagem que leve o homem à passividade e à aceitação dos valores preestabelecidos pela sociedade midiática.

Para ele, ‘toda a vida das sociedades se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação’.

Os indivíduos na sociedade dos espetáculos, renunciam a realidade dos acontecimentos da vida e passam a viver num mundo movido pelas aparências e consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias.

Esse contexto nos deve preocupar, pois instituições e pessoas se reconstroem em uma aparência, sustentada na exposição midiática sem um aprofundamento da realidade objetiva, criando uma  sociedade esfacelada e dividida.

As mídias são apenas ‘a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores’’.

Resultado desse contexto, a depressão tem sido a principal doença do século XXI. Ela reflete a solidão em meio à multidão. A fragilidade nas relações são resultados dessa espetacularização, onde se demonstra centenas de amigos nas redes sociais, mas no entanto, 90% desses “amigos” são virtuais.

Em nome da espetacularização da informação, noticiamos as tragédias privadas sem o menor pudor e humanismo. Imagens e cenas de violência são compartilhadas de forma natural.

Precisamos ter muito cuidado, pois vivemos em um ambiente da manipulação, onde o homem acaba sendo governado por algo que ele próprio criou, pois segundo Debord, “no mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso”.

A conjuntura política, econômica, social e cultural em que vivemos, torna a leitura do livro de Debord bastante oportuna e indispensável.

DIA DO PEDAGOGO: “GUARDIÃO DO ESTADO”

Neste 20 de Maio, comemora-se o dia do Pedagogo. A data foi instituída em 2010 no Brasil, como forma de valorizar e discutir a importância desse profissional na sociedade.

De origem grega, a palavra Pedagogo vem de PAIDAGOGOS, de PAIS, “criança”, mais AGOGOS, “guia”, “líder”, AGEIN, “guiar”.

A origem Latim, é PAEDAGOGUS, o escravo que levava o filho à escola da antiga Roma e o supervisionava em termos gerais, passando mais tarde a ensinar essa criança também.

O símbolo oficial da pedagogia  é o Caduceu de Hermes à frente de uma flor de lis.

O caduceu é um tipo de bastão vertical com asas, em torno do qual se enrolam duas serpentes. Esse bastão representa o poder do profissional, sua capacidade de trazer mudanças. As asas revelam o equilíbrio dessa transformação, bem como a qualidade do pedagogo, que deve ser ágil e disponível. As serpentes entrelaçadas em torno do bastão, por sua vez, representam conhecimento e sabedoria. Além da sabedoria, a flor de lis é símbolo do espírito nobre e da orientação.

O filósofo grego Platão é considerado como o primeiro pedagogo, por este ter desenvolvido um sistema educacional integrado a uma dimensão ética e política. Para Platão, o objetivo final da educação, era a formação do homem moral, vivendo em um Estado justo.

Ao longo do tempo, o Pedagogo se firmou como um profissional relacionada à ciência do ensino, muito focada apenas no conhecimento instrumental, técnico.  Na visão platônica, o sistema de ensino deve mobilizar a sociedade para formar sábios e encontrar virtudes, realidade muito distante do que encontramos.

Em momentos de instabilidade, precisamos encontrar soluções na área que garante um futuro sustentável, essa área é a Educação e o Pedagogo é o especialista que, a partir de uma formação solida e valorização social e econômica, será capaz de pavimentar caminhos de uma sociedade mais virtuosa, menos individualista e mais justa.

Parabéns aos Pedagogos pela brilhante missão de criar possibilidades para humanizar a sociedade a partir da mediação do conhecimento, tornando-se Guardiães do Estado na perspectiva Platônica.

IBEC CELEBRA CONVÊNIO COM A CODEBA

 

 

 

O Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Tecnologia- IBEC, ampliando e fortalecendo ações para qualificação dos seus alunos, assinou convênio de estágio com a Companhia de Docas da Bahia – CODEBA.

Publicado no Diário Oficial da União do último dia 9 de maio, esse importante convênio, objetiva oportunizar aos alunos dos Cursos Técnicos de Eletrotécnica, Segurança no Trabalho e Logística realizarem estágio na CODEBA, uma vez que Estágio Supervisionado, é obrigatório nos Cursos Técnicos do IBEC.

 Funcionado há dez anos em Ilhéus, o IBEC tem atuado de forma qualitativa na formação de Jovens e Adultos nos Curso Técnicos de Eletrotécnica, Hospedagem, Logística e Segurança no Trabalho, além dos já consolidados cursos de Pós-Graduação em parceria com a Faculdade Santo Agostinho – FACSA.

Para o Professor Reinaldo Soares, Diretor do IBEC, parceria como essa permite aos alunos vivenciarem a prática e ao mesmo tempo entrar em contato com o tão sonhado mercado de trabalho. Dezenas de nossos alunos estão empregados por conta do estágio, declara o Professor Reinaldo Soares.

Além da CODEBA, o IBEC possui convênio de Estágio com o CIEE, IEL, Abrigo São Vicente e várias empresas que, percebendo a importância do estágio, abrem seus espaços para os alunos do IBEC. Esperamos que outras instituições e empresas nos procure na tentativa de celebrar convênios, declara o Professor Reinaldo.

A 11º turma de Eletrotécnica está iniciando, não perca tempo, matricule-se nesse curso que possibilita uma remuneração média em torno de R$3.000,00 (três mil reais). Ótima opção em um cenário de crise.

 O IBEC está situado na Rua Maria Quitéria, Centro de Ilhéus, na antiga fábrica do Café Polar. O telefone do contato é 3633-3205, WatsApp 98877-2914 e o horário de atendimento é das 14:00 ás 22:00.

 

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