Cidadania em ação

TEMPOS SOMBRIOS

 

 

 

 

A história tem a capacidade de nos ensinar a não repetir os mesmos erros. Usando personagens diferentes em contextos parecidos, os fatos históricos se repetem em sucessões variadas.

Ao longo da história, o poder tem sido tomado por uma única pessoa ou um grupo que viola as leis em benefício próprio. Recorrer a historia quando a ordem politica parece estar em perigo é uma tradição europeia e norte-americana que nós brasileiros precisamos seguir.

Se hoje nos assustam governos populistas e tirânicos, precisamos buscar na história reposta para evitar rupturas democráticas.

Nesta última quarta-feira, presenciamos em pleno Supremo Tribunal Federal,  a mais alta corte da República, outra discussão com os senhores magistrados, chagando ao ponto do Ministro Barroso acusar o também Ministro Gilmar Mendes, deste ser “leniente com os criminosos de colarinho branco”. Será que chagamos ao fundo do poço?

As democracias modernas possuem uma história de declínio e queda, que foram sempre precedidas de desencanto e frustração ás instituições democráticas, justamente pelo fato dos seus membros não a respeitarem e serem exemplos.

A história tem o poder de tornar os fatos familiares a nós e aí, nos alertar. Vivemos situações parecidas das décadas de 1930 e 1960. Nestes períodos, pudemos perceber que a sociedade pode ruir, que a democracia pode entrar em colapso, que a ética pode ser aniquilada e que pessoas comuns podem se ver diante de valas comuns com armas nas mãos. E importante entendermos a razão dessas situações. O aumento das desigualdades, ausência de tolerância e diálogo, rejeição da razão e negação da verdade objetiva, são situação que torna o nosso tempo sombrio.

Não somos protegidos das grandes ameaças pela Democracia, é o contrário: nós é que devemos proteger a Democracia das constantes ameaças. Quando nossa capacidade de crença nas instituições democráticas se fragiliza, a Democracia é abalada. Os poderes tirânicos e populistas são conquistados diante da nossa permissão e concessão voluntária. Em tempos sombrios como esse, de forma equivocada, sinalizamos e defendemos intervenções totalitárias e populistas como solução para  nossas frustrações e desilusões institucionais.

São as instituições que garantem o cumprimento dos valores  democráticos. Quando elas já não conseguem fazer isso, precisamos ajuda-las, não as extinguindo. Destituir democraticamente aqueles que ocupam as instituições e não as honra, é o primeiro passo, pois como afirmava o escritor alemão Lichtemberg, “ quando os que comandam pedem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”.

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E DEMOCRACIA

A Democracia Ateniense é a origem das Democracias Ocidentais, aí incluindo a recente Democracia Brasileira. Em Atenas, a Democracia se notabilizava pela participação dos cidadãos, uma relação direta, participativa, dos cidadãos nos destinos da Pólis.

As atuais Democracias Ocidentais se caracterizam por um modelo representativo, onde os cidadãos, através do voto, elegem representantes para tomarem decisões em nome deles, instituindo uma relação indireta entre governantes e governados.

Um dos parâmetros para se medir a maturidade e plenitude da Democracia, é mensurar o fortalecimento das instituições e a participação dos eleitores no dia a dia do processo democrático, nas incursões do cotidiano de cada indivíduo nos variados espaços sociais e políticos.

Segundo o indicador Democracy Index, patrocinada pela revista inglesa The Economist que anualmente analisa o fortalecimento da Democracia de quase 200 países, e mede, com base em dezenas de indicadores, quatro categorias detectadas: Democracias Plenas, Democracia Falhas, Regimes Híbridos e Regimes Autoritários.

O Brasil aparece no 44º lugar, caracterizando-se como uma Democracia Falha. Essa posição se deve principalmente pela não participação política dos brasileiros. Votamos e lavamos as mãos, terceirizamos sempre para o outro o nosso papel de cidadão.

A ação política está diretamente relacionada ao nível de educação da população. Pela referida pesquisa, as Democracias Plenas são formadas por países que possuem uma Educação de Qualidade como a Noruega, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, entre outros.

Garantir uma Educação de Qualidade possibilita aos cidadãos desenvolver uma consciência social capaz de lutar pelas transformações, uma vez que sua ação não se limitará a digitar seu voto na urna, mais avançar em um cenário de permanente participação, pois na política são tomadas as decisões que interferem na nossa vida, no nosso cotidiano, no nosso presente e futuro.

Se o Brasil avançou no acesso à escola, precisamos avançar na permanência com qualidade. Professor deve ser carreira de Estado e a Educação de qualidade prioridade nacional. Devemos garantir que a Educação do filho do gari tenha a mesma qualidade que a do filho do desembargador.

Você se lembra em quem votou para Deputado Federal e Senador nas últimas eleições? Quais os partidos que eles faziam parte?

Estes políticos estão atendendo a sua expectativa? Você tem acompanhado o mandato destes parlamentares?

Para que essas respostas sejam positivas é preciso investir em uma educação de qualidade, pois a qualidade do voto, passa pela qualidade educacional do eleitor.

ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO

Todos exigimos que o poder público ofereça serviços e atendimentos de padrão privado.

Se compararmos um Município como se fosse uma Empresa, com um orçamento anual em torno de R$ 390 milhões, Ilhéus seria uma Empresa dirigida por executivos com remuneração mensal em torno de R$ 50 mil reais.

No entanto, enquanto o gestor privado é movido pelo espírito capitalista, o gestor público   deve ter o espírito público.

Ter espírito público, é entender que, pretender e ocupar cargo público não é para enriquecer, mas para servir a comunidade.

A história dos ocupantes de cargos públicos no Brasil, tem infelizmente demonstrado que políticos de esquerda ou direita, tornam-se milionários exercendo apenas cargo político.

A cada semana nos surpreende negativamente, a divulgação do patrimônio de pessoas que só exerceram cargos públicos em suas vidas, mas, que demonstram patrimônio incompatível aos salários que receberam ao longo do tempo.

Outro dado lamentável, é a declaração de bens que os candidatos apresentam no momento de registro de suas candidaturas, é quase sempre menor ao valor real.

Isso se agrava, quando se compara as campanhas eleitorais com a declaração de bens e a prestação de contas. É extremamente incompatível.

Esses dados representam como o nosso sistema político eleitoral está falido. A corrupção inicia no registro da candidatura e se aprofunda na campanha.

E o eleitor, qual o seu papel nesse processo? Ele é o principal juiz. Cabe a ele julgar com seu voto os candidatos que omitem o patrimônio e que compram o voto da mais variada forma.

Neste momento de crise e desilusão, os eleitores tem a solução para sepultar de vez esse modelo falido e os grupos políticos que fazem parte dele há décadas.

A degradação moral dos políticos e de seus apoiadores, não pode ter sua omissão ou concordância.

Fique atento que, enquanto há aumento no patrimônio dos políticos e seus financiadores, falta serviços públicos em quantidade e qualidade na saúde, educação e emprego para você e sua família.

ILHÉUS, 483 ANOS DE HISTÓRIA

Aniversário é sempre uma data para repensar o que foi feito e projetar o que deve ser realizado. É um dia de celebração e reflexão.

Neste 28 de junho, nossa Ilhéus celebra 483 anos de fundação.

Poucos Brasileiros, tem o privilégio de celebrar quase 500 anos de sua cidade, nós, Ilheenses por nascimento ou residência temos esse privilégio.

Celebrar essa data é mergulhar em um universo recheado de história, cultura e paisagens paradisíacas que transformou Ilhéus na Cidade Romance do Brasil.

De um longínquo passado glorioso e presente esperançoso, a beleza de Ilhéus deve refletir no dia a dia do seu povo.

Cidade mãe que originou dezenas de outras cidades, Ilhéus se depara em encontrar soluções e respostas para que seu presente e principalmente seu futuro tenha a glória do seu passado.

Como transformar potencialidades em oportunidades? Este é o grande desafio para Ilhéus nas próximas décadas.

O seu povo, maior patrimônio da cidade, precisa fazer parte e usufruir dessas transformações.

Nesta perspectiva, celebrar os 483 anos de Ilhéus, é celebrar uma história que precisa ser recontada, repensada e revivida.

É Transformar o Eu pelo Nós, o Morar no Viver, a Indiferença pelo Acolhimento.

Valorizar a Ilhéus que temos, nos permite lutar pela a Ilhéus que queremos.

Parabéns Ilhéus. Parabéns Ilheenses pela cidade que construiremos.

EVASÃO ESCOLAR E O CRIME NO BRASIL

Com uma taxa de quase 21 homicídios por arma de fogo para cada 100 mil habitantes, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os 100 países mais violentos do mundo. Morre-se mais no Brasil do que em países em estado de guerra declarados.

O aumento da criminalidade no Brasil vem ocorrendo cada vez mais, afetando o presente e o futuro de famílias vítimas dessa criminalidade e provocando, variados debates e concepções ideológicas de como combatê-la.

Sem contar as vidas perdidas, o crime custa ao Brasil mais de 100 bilhões de reais ao ano, 10% do seu PIB. A quem interessa o uso de tantos recursos sem resultados para a sociedade?
Para os sociólogos, o crime é a resposta do indivíduo ao meio em que vive, dependendo do cruzamento de vários fatores sociais.

Desses fatores sociais, destaco a escolarização ou a falta dela, especificamente a Evasão Escolar.

Estudos tem mostrados, que a principal vítima da violência homicida no Brasil é a juventude negra na faixa de 15 a 29 anos de idade com baixo nível de escolaridade e que abandonou a Escola entre os 11 a 15 anos.

Quando estes adolescentes se afastam da escola, são recrutados pelo tráfico de drogas e são socializados pelo crime.

 A prevenção da criminalidade deve levar em conta a redução da evasão escolar, aspecto que costuma ser negligenciado no Brasil, uma vez que o país apresenta a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países de maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, atrás apenas da Bósnia e Herzegovina e do arquipélago de São Cristóvão e Névis.

Uma pesquisa do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mostrou que a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no país um abandona a escola antes de completar a última série.

Por que as escolas não conseguem manter esses jovens?

Nós professores, precisamos estar mais qualificados para atender uma demanda de situações que não fomos preparados. Estamos despreparados para lidar com alunos mais vulneráveis e problemáticos.

A Escola por sua vez, deve ser um espaço de acolhimento, pertencimento, encontros e relações, não apenas um depósito gradeado de pessoas. Ela precisa estar conectada com as comunidades em regiões violentas.

Pelo medo do crime, a Escola deixou de se relacionar com as comunidades nas periferias. Transformaram-se em bunkers com grades, cadeados e polícia. 

A desvalorização social da escola com a proletarização do professor nestas últimas décadas, tem afetado o interesse pelos estudos, principalmente nas Escolas Públicas, cuja história de vida dos alunos são de perdas e de falta perspectiva.

Das 20 cidades mais violentas por homicídios do Brasil, 6 são Baianas e 6 de Alagoas, justamente os estados que apresentam as piores taxas de Educação no Brasil.

As políticas públicas na área de segurança, priorizam a punição em detrimento da prevenção. No Brasil um preso vale em média R$ 1.700 por mês, 11 vezes mais do que um aluno da rede estadual de ensino.

É um custo enorme em fundo perdido, pois está provado que nosso sistema prisional está falido, haja visto ele não conseguir recuperar e ressocializar o detento.

 Paralelo a criação de leis mais rígidas, aumento de policiais e construção de cadeias, precisamos urgentemente ampliar e melhorar os espaços escolares e estabelecer estratégias para permanência dos alunos na Escola de tempo integral.

Não há transformação social sem investimento na Educação. A cada ano de estudo, impacta na empregabilidade e renda do jovem.

Se a violência começa pela mente dos homens, deve ser na mente dos homens que a cultura da paz e do respeito ao outro devem ser construída, e a Escola é o espaço propício para essa construção.

A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA DIREITA X ESQUERDA

O termo Direita x Esquerda é sempre evidenciado nas discussões político-ideológica. Vale salientar que essa terminologia surgiu na França Revolucionária, quando identificava a posição dos participantes da Assembléia Constituinte de acordo a posição de assento.

Durante os debates sobre a Constituição Francesa em 1789, os deputados ligados à aristocracia e aos defensores da monarquia constitucional, bem como os membros da alta burguesia, sentavam-se à direita do plenário. Esse grupo ficou conhecido na França como os girondinos, em decorrência de serem provenientes principalmente da província de Gironda. Os girondinos, ou a Direita, defendiam que o processo revolucionário fosse interrompido. O objetivo principal era consolidar as conquistas burguesas e evitar a radicalização da revolução.

À esquerda do plenário ficava a Montanha, por ser o local mais alto do parlamento. A Montanha era formada principalmente por deputados jacobinos e pelos membros do Clube dos Cordeliers. A esquerda francesa defendia medidas de aprofundamento e radicalização da revolução, principalmente as que garantiam melhorias na vida da população pobre, e que abrissem a participação política a todos os habitantes.

Essas definições mudaram ao longo das décadas na França e nos demais países. Porém, alguns aspectos principais não mudaram tanto. Apesar das várias divisões internas e das várias formas de manifestação de interesses, a direita continua a defender medidas sociais, econômicas e políticas liberais, que acabam beneficiando o livre comércio e a competitividade em todos os setores do poder econômico na sociedade capitalista.

A esquerda liga-se tanto a medidas populistas que buscam reformar o capitalismo, dando a ele uma face mais humana, quanto a propostas revolucionárias, que têm como objetivo destruir essa forma de organização social e construir uma nova, onde não haveria exploração e nem opressão de uma pessoa sobre outra.

Vejamos o que ocorreu no França neste domingo dia 07. Com mais de 60% dos votos, o centrista Emmanuel Macron foi eleito Presidente da França desbancando a esquerda, a direita e extrema direita. Simbolicamente, comemorou sua vitória distante dos tradicionais espaços sempre ocupados pelo Partido Socialista (Esquerda) e Partido Republicano (Direita).

A vitória de Macron representa uma grande passo na superação da dicotomia Direita x Esquerda justamente no país que originou essa diferença política. Essa superação se aplica também ao modelo político e perfil de políticos vigente, seja na França ou no Brasil.

No Brasil, depois de 13 anos no poder, a esquerda propiciou relevantes mudanças sociais, mais foi completamente omissa na mudança de estruturas que emperram o desenvolvimento sustentável do país, além de operar o poder pelo poder, criando uma casta de aristocratas partidários que enriqueciam ás custas de uma pseudo ideologia sustentada por um amplo desvio de recursos públicos, mantendo e ampliando uma cultura corrupta que sangra o Brasil e os brasileiros.

No que se refere a Direita, há um descaminho, em virtude da ausência de lideranças capazes de construir e representar um projeto de Nação que propicie o desenvolvimento sustentável com respeito às causas sociais e representativas de uma sociedade cada vez mais diversa e atuante.

Esse imobilismo político partidário, urge nos anseios da sociedade, práticas políticas de gestores e agentes públicos pautadas na ética e zelo com os recursos públicos que resulte em uma gestão eficaz que reflita na saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda e mobilidade urbana para uma população que paga cada vez e usufrui cada vez menos.

Mais do que ser de Direita ou de esquerda, precisa-se ações aglutinadoras que resgate a importância e o respeito do fazer político. Ao contrários dos norte-americanos e britânicos, os franceses enfrentaram seus problemas e dilemas com otimismo, sem radicalismo e populismo.

O SIMBOLISMO DE TIRADENTES NO BRASIL DA LAVA JATO

Em 1889, um monarquista alagoano pôs fim a Monarquia com a proclamação da República. Deodoro da Fonseca, influenciado pelo também militar Benjamin Constant, proclamou em 15 de novembro a República (coisa pública) Brasileira.
Com o fim da Monarquia, os republicanos foram buscar no período monárquico um herói para celebrar e representar a República. Este herói é Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
O mais despossuído financeira e socialmente entre os inconfidentes, o Alferes Tiradentes tornou-se herói muito mais pela omissão e traição dos seus parceiros. Foi denunciado, enforcado, esquartejado e exposto em praça pública para que seu “exemplo” não fosse seguido.
Por que de fato Tiradentes foi condenado? Traidor da coroa portuguesa por contestar a Derrama (lei que aumentava os impostos no Brasil) e desejar a emancipação política do Brasil.
“Miserável país aquele que não tem herói. Miserável país aquele que precisa de heróis”. Com essa frase, o Dramaturgo alemão Bertolt Brecht nos alerta para o fato que enquanto país, precisamos produzir heróis, pessoas que tenham atitudes relevantes, pensamentos e ações inovadoras, sensíveis ao bem comum e indignados com a injustiça. Esses heróis impulsionam a nação, mas muitas vezes não arrasta seguidores. Aí reside a preocupação de Brecht quando afirma que miserável é o país que precisa de heróis.
Quando as instituições e os poderes se personificam em seus agentes, é um sinal que as instituições e as estruturas de poder não estão bem, pois apenas alguns dos seus representantes os utiliza da forma como a sociedade espera, daí se tornarem heróis. A operação Lava Jato produziu o novo herói nacional: O juiz Sérgio Moro.
Assim como com os Inconfidentes, a omissão de outros Magistrados, Desembargadores, Ministros e procuradores, ao longo desse tempo democrático, fez com que a ação de Moro e dos Procuradores de Curitiba, desenvolvesse um sentimento coletivo de heroísmo e completa dependência da denominada República de Curitiba para ressignificar a República Brasileira.
Se o 21 de abril, dia da morte de Tiradentes, tornou-se apenas um Feriado sem reflexão do legado de Tiradentes, da mesma forma não podemos depender apenas das ações dos heróis da República de Curitiba e das revelações dos delatores que tem desnudado as entranhas do poder da República Brasileira.
Precisamos ser seguidores dos heróis e nos tornarmos também heróis com nossas atitudes cotidianas, com nossos familiares, amigos, colaboradores e na sociedade como um todo. Se miserável é o país que depende de herói, miserável também, é quando não existe. Portanto, que o simbolismo de Tiradentes norteie nossas atitudes no sentido de nos fazer perguntar sempre: Qual o legado que estou deixando em minha casa, no meu trabalho, em minha cidade e no meu país?

::Parceiros
Desenvolvendo...
::Facebook
Login