A DEMOCRACIA UNIPARTIDÁRIA DA ODEBRECHT

A existência de partidos políticos e eleições periódicas são elementos que constituem um país democrático, pelo menos em tese.  Quando no período que antecedeu sua primeira vitória para Presidente da República, LULA prometia que a política iria ocupar o espaço de poder em detrimento da economia.

Nestes 15 anos, presenciamos a evolução da importância dos Políticos e agentes públicos nas decisões do país. A cada ano, novos partidos e dirigentes surgiam, ao ponto de termos hoje 35 partidos registrados no TSE e uma dezena aguardando registro. A promessa do então candidato LULA, havia se cumprido.

Em 2014 surge a Lava Jato, e com ela, as revelações dos bastidores do poder, desnudando a promíscua relação entre o público e o privado. A sensação de justiça toma conta do imaginário coletivo do brasileiro com a prisão de grandes empresários e alguns notórios políticos, porém, faltava o aprofundamento dessa relação, o que vem ocorrer com a propalada “delação do fim do mundo” da Odebrecht.

Com a divulgação desta delação, revelou-se situações inimagináveis na política Brasileira. Dezenas de partidos que assumiram o poder no Brasil nos últimos 30 anos, eram controlados por um único partido, o PDO – Partido da Odebrecht.

O Partido da Odebrecht, Presidido pelo Príncipe das Empreiteiras, Marcelo Odebrecht, ditava os rumos da Política Brasileira, financiando os diversos candidatos, em todos os Estados e Cargos, de variados interesses. A maior bancada do Congresso pertencia a Odebrecht, os principais Ministros e dirigentes estatais estavam ligados a Odebrecht, Governadores e Presidentes da República estavam ligados ao Partido da Odebrecht.

O poder da Odebrecht era tanto, que Marcelo ajudou a redigir a Carta que o então candidato LULA escreveu para os “Brasileiros” no intuito de acalmar o mercado. Interviu na política tributária, fiscal e econômica do país, redigindo e aprovando medidas provisórias e projetos de leis que atendessem aos interesses do Conglomerado Odebrecht.

As delações estão nos deixando perplexos e nos fazendo sentir marionetes, na medida que os Eleitos legislam e governam não para o povo, mas para aqueles que lhes financiam. Permanece a tese marxista de que o econômico determina sobre o político, o jurídico e o social.

Os mais de 3 bilhões de dólares aplicados pelo Departamento da Corrupção da Odebrecht, demonstra que vivemos em uma democracia de Partido único, cuja ideologia e programa para convencimento, é o volumoso dinheiro obtido pelas obras públicas, dinheiro esse que falta nas Escolas, Postos de Saúde e Hospitais, e que realimenta um ciclo vicioso de corruptos e corruptores.

Que este processo provoque uma depuração e ressignifique a forma de fazer política, começando pelo eleitor e tornando mais transparente as relações entre o público e o privado.

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