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O FANATISMO POLÍTICO NA DEMOCRACIA EM CRISE

Criada pelos gregos, a Democracia tornou-se o sistema político mais defendido no Ocidente e sendo sinônimo de civilização, por permitir, que governantes sejam eleitos e depostos pelos governados, além de garantir a liberdade de associação e expressão sem privilégios e distinção de grupos e indivíduos.

Defender a Democracia é ser contrário às formas de ditaduras, extremismo, autoritarismo e violência.

O que fazer, quando nas Democracias, vivenciamos os extremos e as variadas formas de violência? Devemos negar e renunciar a Democracia?

No século XX, políticos como Hitler, Stalin e Mussolini, desenvolveram no mundo ocidental, o medo ao fanatismo e suas formas de violência, medo este, que está chegando ao fim.

Vivemos uma crise na Democracia, que para muitos, a solução é a sua substituição por regimes totalitários e governantes autoritários.

Nestes tempos sombrios, buscam-se características em alguém para votar que não condiz com as características que desejamos para liderar um País, Estado ou Município. É uma atitude contraditória e desesperadora.

Contraditório também é, quando defendemos as liberdades individuais e somos intolerantes com as opiniões políticas contrárias ás nossas.

A política, está cada vez mais dependente da mídia, da espetacularização, e nesse palco, candidato extremista e populista com frases de efeitos, torna-se ídolos e mitos, formando milhares de seguidores.

A crise dos valores democráticos tem feito crescer o fanatismo, como forma de pensamento, dedicado não só exterminar o outro fisicamente, mas em matar a diferença entre as pessoas.

Quanto mais se tornam complexos os dilemas da sociedade, mais haverá quem queira respostas e soluções fáceis. O fanático, é aquele que deseja e oferece soluções rápidas, em poucas palavras. Estamos vivendo,  um processo de desilusão do ser humano, buscando respostas e soluções fáceis para perguntas e decisões complexas.

Que fiquemos atentos, pois é preferível uma Democracia falha a um totalitarismo pseudo perfeito, seja ele de Direita ou de Esquerda. Lembre-se: o fanatismo só nos leva ao extremismo, e este, só nos leva à Barbárie.

É TEMPO DE DECIDIR!

Vivemos em um momento de muita descrença e revolta com a política e os políticos. Essa revolta, não deve nos fazer anular ou deixar de votar, pois os políticos são eleitos pelos votos válidos, portanto, não importa o número de votos nulos ou brancos, alguém será eleito.

Neste ano de 2018, nós baianos iremos eleger 01 Presidente da República, 02 Senadores, 39 Deputados Federais, 01 Governador e 63 Deputados Estaduais. Serão 106 cargos que passarão pela nossa escolha, por isso, devemos dar importância  à escolha manifestada no voto.

Não adianta reclamar, fazer passeatas e quebradeiras e na hora de votar, não ter a devida consciência. Não basta ser Médico para melhorar a saúde ou Professor, para melhorar a educação. Salvadores da pátria e populistas não nos atenderá.

Na hora de votar, mais do que a Profissão do candidato, precisamos observar seu passado e suas propostas, pois não se dirige um carro olhando apenas o para-brisa. Os dois retrovisores permitem ao motorista, ao olhar para traz, seguir em frente de forma segura..

Que país você deseja? E para a Bahia, que Estado você almeja? E para você e sua família? Se deseja renovar sua vida, comece renovando suas escolhas.

É tempo de decidir! Portanto, reflita bem sobre suas escolhas, pois elas definirão o País e Estado que teremos nos próximos quatro anos.

VIVER COM PROPÓSITO

A palavra Motivação vem do latim MOVERE, que significa mover, movimentar para realizar determinada ação.

A motivação é uma porta que só abre apenas de dentro, portanto, ela é uma atitude pessoal. Individual.

Quando se está motivado, se faz com excelência. A expressão excelência,  vem do latim excellens, que significa aquilo que ultrapassa, aquilo que vai além. Uma pessoa motivada e excelente é aquela que faz acima da média.

Quais são as minhas razões para fazer o que faço?

O que eu faço é movido por um propósito?

A palavra propósito em latim, significa aquilo que eu coloco adiante. O que estou buscando.

Uma vida com propósito é  aquela em que eu entenda as razões pelas quais faço e pelas quais claramente deixo de fazer o que eu faço. Preciso saber para que serve o que estou fazendo.

Quando produzo sem saber por que e para que produzo, estou sendo alienado.

Se somos definidos pelo que fazemos, então precisamos dar significado aos nossos fazeres.

 Buscar propósitos em nossas ações nos fará excelentes e contribuirá para melhorar a nossa vida e a dos outros, portanto, neste ano de 2018, não seja alienado, se mova, se movimente, se motive para novas e significativas possibilidades.

TEMPOS SOMBRIOS

 

 

 

 

A história tem a capacidade de nos ensinar a não repetir os mesmos erros. Usando personagens diferentes em contextos parecidos, os fatos históricos se repetem em sucessões variadas.

Ao longo da história, o poder tem sido tomado por uma única pessoa ou um grupo que viola as leis em benefício próprio. Recorrer a historia quando a ordem politica parece estar em perigo é uma tradição europeia e norte-americana que nós brasileiros precisamos seguir.

Se hoje nos assustam governos populistas e tirânicos, precisamos buscar na história reposta para evitar rupturas democráticas.

Nesta última quarta-feira, presenciamos em pleno Supremo Tribunal Federal,  a mais alta corte da República, outra discussão com os senhores magistrados, chagando ao ponto do Ministro Barroso acusar o também Ministro Gilmar Mendes, deste ser “leniente com os criminosos de colarinho branco”. Será que chagamos ao fundo do poço?

As democracias modernas possuem uma história de declínio e queda, que foram sempre precedidas de desencanto e frustração ás instituições democráticas, justamente pelo fato dos seus membros não a respeitarem e serem exemplos.

A história tem o poder de tornar os fatos familiares a nós e aí, nos alertar. Vivemos situações parecidas das décadas de 1930 e 1960. Nestes períodos, pudemos perceber que a sociedade pode ruir, que a democracia pode entrar em colapso, que a ética pode ser aniquilada e que pessoas comuns podem se ver diante de valas comuns com armas nas mãos. E importante entendermos a razão dessas situações. O aumento das desigualdades, ausência de tolerância e diálogo, rejeição da razão e negação da verdade objetiva, são situação que torna o nosso tempo sombrio.

Não somos protegidos das grandes ameaças pela Democracia, é o contrário: nós é que devemos proteger a Democracia das constantes ameaças. Quando nossa capacidade de crença nas instituições democráticas se fragiliza, a Democracia é abalada. Os poderes tirânicos e populistas são conquistados diante da nossa permissão e concessão voluntária. Em tempos sombrios como esse, de forma equivocada, sinalizamos e defendemos intervenções totalitárias e populistas como solução para  nossas frustrações e desilusões institucionais.

São as instituições que garantem o cumprimento dos valores  democráticos. Quando elas já não conseguem fazer isso, precisamos ajuda-las, não as extinguindo. Destituir democraticamente aqueles que ocupam as instituições e não as honra, é o primeiro passo, pois como afirmava o escritor alemão Lichtemberg, “ quando os que comandam pedem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”.

EPIDEMIA DO DESENGAJAMENTO

 

Em momento de crise, tem se falado muito no desemprego. Falarei aqui, de um fenômeno tão preocupante quanto o desemprego e envolve justamente as pessoas empregadas: refiro-me a Epidemia do desengajamento.

Considerado uma epidemia, pelo número de pessoas envolvidas, a Infelicidade no trabalho é um fenômeno atual.

Pesquisa realizada pelo instituto Gallup, constatou que 87% dos profissionais não estão engajados em seus trabalhos ou, simplesmente, estão indiferentes a ele.

Isso significa que apenas 13% dos profissionais estão realmente interessados e dispostos a dar o melhor no seu trabalho. Mas, por que isso acontece?

Muitas pessoas encaram o trabalho como um mal necessário e não como algo que as tornem melhores ou as fazem se sentirem úteis.

Há aquelas que criaram expectativas elevadas em seus trabalhos e não foram atendidas, causando desilusões e frustrações.

Se o engajamento é a melhor forma para diagnosticar o potencial e sucesso de uma empresa, o desengajamento leva à redução da produtividade, aumento da rotatividade e de custos gerados pela falta de atenção às atividades.

O engajamento não se refere apenas a tornar os funcionários felizes no trabalho; trata de promover o melhor das pessoas, explorando seu potencial máximo diariamente.  Desenvolver algumas habilidades que permita atender a três necessidades psicológicas individuais é um caminho.

A necessidade de ter bons relacionamentos com outros, o desejo de ser bem sucedido, o desejo de encontrar um significado, tanto na vida pessoal quanto na profissional são condições para manter engajados e felizes os profissionais.

Precisamos lembrar que o pessoal antecede o profissional. Não basta o desenvolvimento técnico-profissional, sem o desenvolvimento pessoal, humano.

Só haverá engajamento profissional, com o desenvolvimento e valorização pessoal.

A ILUSÃO DO EMPREGO E A ZONA DE PRODUÇÃO ELEITORAL

Instituída pelo Decreto-Lei nº 2.452, de 29 de julho de 1988, durante o Governo Sarney a Zona de Processamento de Exportação- ZPE, são áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem exportados, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro. Desse processamento, 20% são destinados para o consumo interno e 80% para o exterior.

Passados 30 anos do projeto de criação, das 24 ZPEs  criadas no papel, apenas duas estão funcionando, destacando-se a de Pecém no Ceará.

A ZPE de Pecém faz parte do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que se tornou viável com o Terminal Portuário de Pecém, a Ferrovia Transnordestina, e as rodovias BR 222 e CE 422, completando os três modais.

Nestes 30 anos, tivemos cinco governos em Ilhéus e na Bahia. Pela sua proposta de geração de empregos, Prefeitos, Deputados, Senadores e Governadores tem usado a ZPE – Zona de Produção Eleitoral para serem eleitos ou elegerem seus candidatos.

No mês passado, o tema ZPE ocupou a imprensa local e regional com a chegada de “salvadores” empresários chineses que iriam viabilizar a ZPE de Ilhéus. Lamentável ilusão.

Acreditando no complexo intermodal, participei de várias audiências e passeatas. Fizemos um investimento para implementar uma Pós-Graduação em Ferrovia no IBEC, única na Bahia, onde todos os Professores eram da ANTT de Brasilia, profissionais que regulamentam o setor ferroviário no Brasil. Tivemos alunos que vinham de Goiás e Minas Gerais para estudarem. Depois desses Investimentos e perspectivas, nos restou a ilusão.

Aqui em Ilhéus,  pergunto: Como está o processo de duplicação da Ilhéus-itabuna?

O trecho da Ferrovia de Ilhéus-Jequié não saiu do Papel, e os trilhos do trecho de Jequié – Caetité estão se acabando  no tempo.

No tão falado Porto Sul, a Bamin gastou quase 1 bilhão e o projeto não saiu do papel.

Foi dito por um Deputado, que seriam investidos 700 milhões para aumentar o calado no Porto do Malhado. Quem faria esse investimento? E o impacto ambiental que o aumento do calado traria para a Soares Lopes, o Malhado, o São Miguel e São Domingos?

Falar em geração de emprego é muito bom e traz votos, principalmente em um momento de desemprego, porém, precisamos ter cuidado para não continuar iludindo a explorada população e o fragilizado setor produtivo.

Pergunto sobre a fábrica de Motos que seria construída em Una pelos Chineses. Também foi prometida no período eleitoral pelos mesmos grupos políticos.

Ilhéus, precisa sim, reestruturar e ampliar seu Distrito Industrial, cobrar do Governo do Estado que flexibilize a tributação para atrair novos negócios, que acabe com a cobrança do ICMS antecipado, pois essa cobrança tem acabado com o comércio, profissionalize o Turismo local, com projetos estruturantes o ano todo, que reveja as taxas de IPTU e Licença de Funcionamento, permitindo que Município aumente sua receita, aliada ao crescimento do setor produtivo e a geração de emprego e renda.

Acredito no projeto ZPE, não como promoção eleitoral, mas como processamento de exportação. Para ela se tornar realidade, algumas conquistas devem existir: Ferrovia, Portosul e a duplicação da BR 415. Sem esses equipamentos, a ZPE será apenas ilusão e discurso populista eleitoral. O tempo responderá.

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E DEMOCRACIA

A Democracia Ateniense é a origem das Democracias Ocidentais, aí incluindo a recente Democracia Brasileira. Em Atenas, a Democracia se notabilizava pela participação dos cidadãos, uma relação direta, participativa, dos cidadãos nos destinos da Pólis.

As atuais Democracias Ocidentais se caracterizam por um modelo representativo, onde os cidadãos, através do voto, elegem representantes para tomarem decisões em nome deles, instituindo uma relação indireta entre governantes e governados.

Um dos parâmetros para se medir a maturidade e plenitude da Democracia, é mensurar o fortalecimento das instituições e a participação dos eleitores no dia a dia do processo democrático, nas incursões do cotidiano de cada indivíduo nos variados espaços sociais e políticos.

Segundo o indicador Democracy Index, patrocinada pela revista inglesa The Economist que anualmente analisa o fortalecimento da Democracia de quase 200 países, e mede, com base em dezenas de indicadores, quatro categorias detectadas: Democracias Plenas, Democracia Falhas, Regimes Híbridos e Regimes Autoritários.

O Brasil aparece no 44º lugar, caracterizando-se como uma Democracia Falha. Essa posição se deve principalmente pela não participação política dos brasileiros. Votamos e lavamos as mãos, terceirizamos sempre para o outro o nosso papel de cidadão.

A ação política está diretamente relacionada ao nível de educação da população. Pela referida pesquisa, as Democracias Plenas são formadas por países que possuem uma Educação de Qualidade como a Noruega, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, entre outros.

Garantir uma Educação de Qualidade possibilita aos cidadãos desenvolver uma consciência social capaz de lutar pelas transformações, uma vez que sua ação não se limitará a digitar seu voto na urna, mais avançar em um cenário de permanente participação, pois na política são tomadas as decisões que interferem na nossa vida, no nosso cotidiano, no nosso presente e futuro.

Se o Brasil avançou no acesso à escola, precisamos avançar na permanência com qualidade. Professor deve ser carreira de Estado e a Educação de qualidade prioridade nacional. Devemos garantir que a Educação do filho do gari tenha a mesma qualidade que a do filho do desembargador.

Você se lembra em quem votou para Deputado Federal e Senador nas últimas eleições? Quais os partidos que eles faziam parte?

Estes políticos estão atendendo a sua expectativa? Você tem acompanhado o mandato destes parlamentares?

Para que essas respostas sejam positivas é preciso investir em uma educação de qualidade, pois a qualidade do voto, passa pela qualidade educacional do eleitor.

ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO

Todos exigimos que o poder público ofereça serviços e atendimentos de padrão privado.

Se compararmos um Município como se fosse uma Empresa, com um orçamento anual em torno de R$ 390 milhões, Ilhéus seria uma Empresa dirigida por executivos com remuneração mensal em torno de R$ 50 mil reais.

No entanto, enquanto o gestor privado é movido pelo espírito capitalista, o gestor público   deve ter o espírito público.

Ter espírito público, é entender que, pretender e ocupar cargo público não é para enriquecer, mas para servir a comunidade.

A história dos ocupantes de cargos públicos no Brasil, tem infelizmente demonstrado que políticos de esquerda ou direita, tornam-se milionários exercendo apenas cargo político.

A cada semana nos surpreende negativamente, a divulgação do patrimônio de pessoas que só exerceram cargos públicos em suas vidas, mas, que demonstram patrimônio incompatível aos salários que receberam ao longo do tempo.

Outro dado lamentável, é a declaração de bens que os candidatos apresentam no momento de registro de suas candidaturas, é quase sempre menor ao valor real.

Isso se agrava, quando se compara as campanhas eleitorais com a declaração de bens e a prestação de contas. É extremamente incompatível.

Esses dados representam como o nosso sistema político eleitoral está falido. A corrupção inicia no registro da candidatura e se aprofunda na campanha.

E o eleitor, qual o seu papel nesse processo? Ele é o principal juiz. Cabe a ele julgar com seu voto os candidatos que omitem o patrimônio e que compram o voto da mais variada forma.

Neste momento de crise e desilusão, os eleitores tem a solução para sepultar de vez esse modelo falido e os grupos políticos que fazem parte dele há décadas.

A degradação moral dos políticos e de seus apoiadores, não pode ter sua omissão ou concordância.

Fique atento que, enquanto há aumento no patrimônio dos políticos e seus financiadores, falta serviços públicos em quantidade e qualidade na saúde, educação e emprego para você e sua família.

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